A vida de Clarice

Clarice Fortunato. Da vida nas ruas ao teto dos livros. Pallas, 2020. Da vida nas ruas ao teto dos livros é estreia de Clarice Fortunato como autora de literatura. Narrado em primeira pessoa, o livro resgata várias memórias da autora. Clarice é negra, feminista, escritora, professora e pesquisadora; doutora em literatura pela Universidade Federal de... Continuar Lendo →

De que cor é pele?

Denise Camargo. De cor da pele. Jandaíra, 2019. Durante a infância, fui uma criança intimamente ligada às artes, mais especificamente à pintura. Eu adorava desenhar e colorir animais, casas, paisagens e pessoas, embora esse último elemento fosse um desafio à parte. Na minha lúdica imaginação infantil, as pessoas eram coloridas: brancas, marrons, amarelas, vermelhas, e... Continuar Lendo →

A subjetividade de uma unicórnia preta

Audre Lorde. A Unicórnia Preta. Relicário Edições, 2020. No dia 18 de fevereiro, Audre Lorde completaria 87 anos e, a fim de homenageá-la, decidi mergulhar em sua obra. Comecei pelo essencial Irmã Outsider: Ensaios e Conferências; em seguida, fui presenteada com a leitura de seu livro de poemas A Unicórnia Preta, ao qual dedico essa... Continuar Lendo →

Se achegue, minha irmã!

Audre Lorde. Sou sua irmã. Organização e apresentação de Djamila Ribeiro; tradução de Stephanie Borges. Ubu, 2020. Depois de algum tempo vivenciando o caos e as mazelas de um ano pandêmico, retorno para compartilhar com vocês essa obra magnífica que muito tem a contribuir para o fortalecimento das nossas existências enquanto mulheres pretas. Sou sua... Continuar Lendo →

O regresso de Geni

Geni Guimarães. Poemas do Regresso. Rio de Janeiro: Malê, 2020. Não é simples ter a missão de escrever a primeira resenha do ano, assim como não é fácil ter a responsabilidade de escrever sobre uma obra de Geni Guimarães. Digo isso, pois falarei hoje sobre uma obra tão forte e potente quanto a sua autora,... Continuar Lendo →

A terceira vida de Grange Copeland

Alice Walker. A terceira vida de Grange Copeland. Tradução de Carol Simmer e Marina Vargas. José Olympio, 2020. A terceira vida de Grange Copeland foi publicado em 1970, quando Alice Walker tinha 26 anos; apenas três anos antes ela havia estreado como escritora, publicando sua primeira narrativa curta – e, em 1968, viera a lume... Continuar Lendo →

Memórias de Carolina

Carolina Maria de Jesus. Diário de Bitita. Nova Fronteira, 1986. “Minha mãe ficou com dois filhos para manter. Minha mãe disse que bebeu inúmeros remédios para abortar-me, e não conseguiu. Por fim desistiu, e resolveu criar-me. […] talvez seria melhor não existir. Porque eu já estava compreendendo que o mundo não é a pétala de... Continuar Lendo →

Sem perder a raiz (III)

A segunda e a terceira parte do livro de Nilma Lino Gomes apresentam ao leitor as entrevistas feitas com clientes e funcionários dos quatro salões étnicos que foram campo de pesquisa da autora na virada do século XX para o XXI, dedicando-se ainda a um maior aprofundamento teórico que visa discutir os conflitos do negro... Continuar Lendo →

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