Márcia Silveira. Dona das dores. Urutau, 2023 A importância da escrita na vida da escritora Márcia Silveira atravessa seu primeiro romance, publicado em 2023 pela Editora Urutau, intitulado Dona das Dores. Maria, a personagem central da obra, usa a escrita de sua própria história como artifício para preservar a memória e constrói um memorial de... Continuar Lendo →
Um inventário do passado que reinventa o futuro
Márcia Silveira. Inventário de vagas lembranças. Penalux, 2023. À medida que crescemos, acumulamos lembranças, vivências e histórias; e, para dar conta desse montante, o nosso cérebro se encarrega de apagar, guardar, embaçar e até mesmo enfeitar determinadas memórias. Para essa última tarefa ser bem executada, ela precisa ser guiada pela imaginação que se entrelaça com... Continuar Lendo →
Um livro que é como um rio
Cidinha da Silva. Oh, margem! Reinventa os rios!. Editora Oficina Raquel, 2020. Cidinha, eu mergulhei nesse rio como se o fim do mundo fosse hoje. A literatura de Cidinha da Silva é um caminho cheio de surpresas; por isso, sua escrita ultrapassa as fronteiras de qualquer imaginação limitadora. Seguindo essa característica, a segunda edição do... Continuar Lendo →
A subjetividade de uma unicórnia preta
Audre Lorde. A Unicórnia Preta. Relicário Edições, 2020. No dia 18 de fevereiro, Audre Lorde completaria 87 anos e, a fim de homenageá-la, decidi mergulhar em sua obra. Comecei pelo essencial Irmã Outsider: Ensaios e Conferências; em seguida, fui presenteada com a leitura de seu livro de poemas A Unicórnia Preta, ao qual dedico essa... Continuar Lendo →
O Teatro Negro de Cidinha da Silva
Cidinha da Silva. O Teatro Negro de Cidinha da Silva. Aquilombô, 2019. Cidinha da Silva é uma escritora que observa a atualidade. Em seus escritos encontramos o samba, o carnaval, a Mangueira, as nossas dores, as nossas alegrias – o nosso cotidiano. Cidinha da Silva é uma mulher plural, e essa característica se reflete na... Continuar Lendo →
“A escrita é meu porto seguro, meu lar”
Meu processo de intimidade com a escrita foi muito difícil e muito demorado, se comparado com o de outras realidades mais privilegiadas. Cresci conhecendo escritoras novas e a tristeza me tomava quando refletia sobre os motivos que retardavam o momento em que eu me jogaria de cabeça nas letras. Acreditem, pretas, não foi por falta... Continuar Lendo →
Tornando-se “sujeitA”
Grada Kilomba. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Cobogó, 2019. Grada Kilomba é uma escritora, psicóloga, teórica e, além disso, uma incrível artista interdisciplinar - criadora da exposição Desobediências Poéticas, apresentada na Pinacoteca de São Paulo em 2019. Nascida em Portugal, em 1968, hoje vive em Berlim, onde concluiu seu Doutorado com a construção... Continuar Lendo →
A Bruxa Negra de Salem
Maryse Condé. Eu, Tituba: Bruxa Negra de Salem. Rosa Dos Tempos, 2019. Maryse Condé, nascida no ano de 1937 em Guadalupe – um departamento ultramarino da França, na região do Caribe – é uma professora, ativista, feminista e escritora destacada na região onde nasceu. Tendo ultrapassado o número de vinte livros impressos, seu primeiro romance... Continuar Lendo →
Não há luta sem repúdio
Foi diante do comentado caso do discurso de ódio aos homens gays por parte do cantor Mc Poze que refleti sobre as ideias de "bolhas" colocadas nas redes sociais. Por ser uma aluna oriunda de universidade pública, ambiente majoritariamente branco, concluí que meu corpo atravessa duas bolhas “impermeáveis”, e isso faz com que eu assuma... Continuar Lendo →
