Dizer(-se) em águas e afetos

Lívia Natália. Dia bonito pra chover. Rio de Janeiro: Malê, 2017.   Já em seu poema de abertura, mais precisamente no verso final, Dia bonito pra chover se apresenta como “um livro todo feito de sol” – expressão que explicitamente dialoga com o título da obra. A dimensão essencialmente solar do livro de Lívia Natália,... Continuar Lendo →

“Nas nuvens”, de Miriam Alves: notas para uma análise formal

Um aspecto frequentemente negligenciado – ou, quando menos, subestimado – na literatura de autoria negra como um todo, e nas produções poéticas em particular, são os aspectos formais. Sem desprezar a relevância de análises que enfatizam questões temáticas, importa ressaltar que a sobrevalorização do “conteúdo”, em particular quando isso implica uma desconsideração das particularidades da... Continuar Lendo →

Um buraco de voz e abrigos

Jarid Arraes. Um buraco com o meu nome. São Paulo: Ferina, 2018 Em sua mais recente obra, Um buraco com meu nome, a cordelista Jarid Arraes escreve um compilado de poesias profundamente político, que nos faz refletir sobre diversos assuntos presentes na sociedade contemporânea. O livro foi lançado pelo selo Ferina, criado por Jarid para... Continuar Lendo →

Um lugar para chamar de meu

Jarid Arraes. Um buraco com o meu nome. São Paulo: Ferina, 2018 “Aos que nem sempre encontram matilha”: é com esta dedicatória que somos levadas a um lugar seguro e confortável para penetrar nos versos do primeiro livro de poesia de Jarid Arraes, Um buraco com o meu nome, lançado agora em 2018, mas que... Continuar Lendo →

Reconstruir o humano

Lílian Paula Serra e Deus. A palavra em preto e branco. Colatina: Clock-t Edições e Artes, 2017. A palavra em preto e branco – título que, por si só, evoca a imagem de um texto, fazendo uma alusão imediata à letra e ao papel, e que também proporciona uma sensação de completude, em que um... Continuar Lendo →

Por uma releitura de Laura Santos

Laura Santos ocupa um lugar bastante singular na história da literatura brasileira, enquanto voz solitária da poesia negra de autoria feminina na Curitiba dos anos 1950. Nascida em 1919, Laura Santos começou a escrever poesias ainda bastante jovem, alcançando um reconhecimento notável: já em 1938, seu nome surge no primeiro tomo da Antologia Paranaense editada... Continuar Lendo →

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