Eu sempre me vi como uma aluna esforçada, e isso começou na escola. A vida toda estudei em escolas públicas de favelas. Meus pais sempre moraram de aluguel e crises financeiras sempre foram uma realidade na minha casa. Mudávamos constantemente de lar. Dificilmente passei mais de dois anos seguidos no mesmo colégio. Morávamos sempre em... Continuar Lendo →
Discutindo raça e representação
bell hooks. Olhares Negros: raça e representação. Editora Elefante, 2019. Lançado em 1992 nos Estados Unidos, Olhares Negros chega ao Brasil, pela Editora Elefante, mais de duas décadas depois, mas tratando de temas atuais e altamente relevantes. Esse trabalho incrível conta com a tradução da Stephanie Borges, com o prefácio de Rosane Borges e capa... Continuar Lendo →
Americanah
Chimamanda Ngozi Adichie. Americanah. Tradução de Julia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. Premiada obra da escritora e feminista nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie – autora de outras grandes obras como Meio Sol Amarelo, Hibisco Roxo e Sejamos Todos Feministas, as duas últimas já resenhadas aqui no blog –, Americanah nos permite acompanhar a trajetória... Continuar Lendo →
Tempos difíceis. Tempos cruéis
Imagem por society6 São tempos difíceis. Tempos cruéis. Estamos vivenciando uma situação que se assemelha com o que estudamos nos livros de História e que parecia muito distante de nossa realidade. Um cenário parecido com algum enredo de um filme apocalíptico ou com alguma narrativa distópica. Mas, não. Infelizmente, é nossa realidade atual, a qual... Continuar Lendo →
Muitos se descobriram negrxs, e vítimas do racismo, mas o Brasil não se assumiu racista
Bianca Santana. Quando me descobri negra. SESI-SP editora, 2015 O livro Quando me descobri negra, de Bianca Santana, é composto por 28 pequenos relatos. É de uma linguagem simples, objetiva, que narra vivências com as quais, nós, pessoas pretas nos identificamos, uma vez que temos algumas (muitas) experiências comuns. Eu, enquanto leitora preta, relembrei meu... Continuar Lendo →
Um outro Brooklyn
Jacqueline Woodson. Um outro Brooklyn. Todavia, 2020. Um outro Brooklyn foi o primeiro romance escrito e protagonizado por mulheres negras que eu li. Fiquei bastante eufórica em ler esse belo romance de Jacqueline Woodson, publicado no Brasil em tradução de Stephanie Borges – jornalista, poeta e tradutora negra –, porque a escritora diz ter revisitado... Continuar Lendo →
“A escrita é meu porto seguro, meu lar”
Meu processo de intimidade com a escrita foi muito difícil e muito demorado, se comparado com o de outras realidades mais privilegiadas. Cresci conhecendo escritoras novas e a tristeza me tomava quando refletia sobre os motivos que retardavam o momento em que eu me jogaria de cabeça nas letras. Acreditem, pretas, não foi por falta... Continuar Lendo →
Ser uma criança negra na pré-escola
A pré-escola é uma fase fundamental na construção da autoestima de uma criança. Embora seja um processo que perdura ao longo da vida, é na infância que esse processo tem início e é a partir das primeiras experiências em sociedade – que acontecem, em maior parte, na escola – que o indivíduo desenvolve percepções de... Continuar Lendo →
“Não somos racistas! Racistas são os outros”
Djamila Ribeiro. Pequeno manual antirracista. Companhia das Letras, 2019. O primeiro ponto a ser observado no Pequeno manual antirracista da filósofa Djamila Ribeiro, é a acessibilidade da linguagem. Djamila constrói este texto recorrendo a uma linguagem de fácil compreensão; uma escrita objetiva que visa alcançar pessoas de todas as camadas e contextos sociais – afinal,... Continuar Lendo →
Cidinha da Silva, poeta
Na orelha de Canções de amor e dengo (Edições Me Parió Revolução, 2016), escreve Cidinha da Silva: “Não sou poeta, cometo alguns poemas e nesse ano comemorativo de 10 anos de carreira como escritora resolvi mostrá-los. São parte de mim e do meu trabalho e agora vão para a rua”. Esse é o tom que... Continuar Lendo →
