Dizer(-se) em águas e afetos

Lívia Natália. Dia bonito pra chover. Rio de Janeiro: Malê, 2017.   Já em seu poema de abertura, mais precisamente no verso final, Dia bonito pra chover se apresenta como “um livro todo feito de sol” – expressão que explicitamente dialoga com o título da obra. A dimensão essencialmente solar do livro de Lívia Natália,... Continuar Lendo →

“Nas nuvens”, de Miriam Alves: notas para uma análise formal

Um aspecto frequentemente negligenciado – ou, quando menos, subestimado – na literatura de autoria negra como um todo, e nas produções poéticas em particular, são os aspectos formais. Sem desprezar a relevância de análises que enfatizam questões temáticas, importa ressaltar que a sobrevalorização do “conteúdo”, em particular quando isso implica uma desconsideração das particularidades da... Continuar Lendo →

Kathleen Cleaver, Pantera Negra (parte II)

Outra demonstração da visibilidade que Kathleen Cleaver alcançara no Partido Pantera Negra foi sua candidatura à Câmara Municipal, em 1968 – mesma ocasião em que Eldridge Cleaver se candidatara à presidência. Resultado de uma coalizão com o Peace and Freedom Party, a candidatura consistia basicamente em um gesto político contra Willie Brown, negro eleito deputado... Continuar Lendo →

Kathleen Cleaver, Pantera Negra (parte I)

No texto introdutório a Por uma revolução antirracista, antologia de textos publicados no jornal dos Panteras Negras que traduzi e disponibilizei na internet (baixe aqui), afirmo que “se o Partido Pantera Negra nunca superou plenamente as estruturas patriarcais, ao menos foi capaz de facultar às mulheres – mesmo que não em todos os momentos e... Continuar Lendo →

Por uma releitura de Laura Santos

Laura Santos ocupa um lugar bastante singular na história da literatura brasileira, enquanto voz solitária da poesia negra de autoria feminina na Curitiba dos anos 1950. Nascida em 1919, Laura Santos começou a escrever poesias ainda bastante jovem, alcançando um reconhecimento notável: já em 1938, seu nome surge no primeiro tomo da Antologia Paranaense editada... Continuar Lendo →

Os caminhos de Yzalú

Yzalú. Minha Bossa é Treta. 2016. Yzalú lançou seu primeiro álbum, Minha Bossa é Treta, em 2016, no simbólico dia 8 de março; não obstante, ali estava o resultado de uma longa trajetória – que envolveu uma passagem pelo grupo de rap Essência Black, de São Bernardo, e pela árdua rotina de cantar em barzinhos.... Continuar Lendo →

A tarefa de pensar o hoje

Rosane Borges. Esboços de um tempo presente. Rio de Janeiro: Malê, 2016. O extenso currículo de Rosane Borges – jornalista, pós-doutoranda em Ciências da Comunicação, professora colaboradora da USP, articulista da revista Carta Capital e do blog da editora Boitempo e autora de diversos livros, entre eles Mídia e racismo e Espelho infiel: o negro... Continuar Lendo →

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