Por uma releitura de Laura Santos

Laura Santos ocupa um lugar bastante singular na história da literatura brasileira, enquanto voz solitária da poesia negra de autoria feminina na Curitiba dos anos 1950. Nascida em 1919, Laura Santos começou a escrever poesias ainda bastante jovem, alcançando um reconhecimento notável: já em 1938, seu nome surge no primeiro tomo da Antologia Paranaense editada... Continuar Lendo →

Os caminhos de Yzalú

Yzalú. Minha Bossa é Treta. 2016. Yzalú lançou seu primeiro álbum, Minha Bossa é Treta, em 2016, no simbólico dia 8 de março; não obstante, ali estava o resultado de uma longa trajetória – que envolveu uma passagem pelo grupo de rap Essência Black, de São Bernardo, e pela árdua rotina de cantar em barzinhos.... Continuar Lendo →

A tarefa de pensar o hoje

Rosane Borges. Esboços de um tempo presente. Rio de Janeiro: Malê, 2016. O extenso currículo de Rosane Borges – jornalista, pós-doutoranda em Ciências da Comunicação, professora colaboradora da USP, articulista da revista Carta Capital e do blog da editora Boitempo e autora de diversos livros, entre eles Mídia e racismo e Espelho infiel: o negro... Continuar Lendo →

Dory, nome de rimadora

Dory de Oliveira. Se perguntarem, diga que eu me chamo Dory de Oliveira. 2017. “Por eu ser mulher, preta, periférica, rapper e lésbica / Eu tive que aprender a ser 5 vezes melhor sempre / Aprender e sobreviver aos arranhões / Com coragem e ousadia / Não tenha vergonha de ser quem você é /... Continuar Lendo →

Lirismo e libertação

Jenyffer Nascimento. Terra fértil. São Paulo: Edição da autora, 2014. Começo esta resenha com duas citações, colhidas nos textos prefaciais a Terra fértil. A primeira, de Carmen Faustino, apresenta Jenyffer Nascimento como "mulher negra periférica, escritora, mãe, estudante, educadora, boêmia, raiz, ventania e liberdade"; a segunda, de Elizandra Souza, descreve a poesia de Jenyffer como... Continuar Lendo →

O resgate da poiesis

Nina Rizzi. A duração do deserto. São Paulo: Patuá, 2014. A plural formação de Nina Rizzi – historiadora, escritora, tradutora, formada em artes dramáticas – e o nomadismo ao qual não hesita em entregar-se (sendo “sem raízes”, como um texto biográfico já afirmou) transparecem em A duração do deserto. Assinada por Leonardo Mathias, a capa... Continuar Lendo →

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