Selma dos Santos Dealdina (org.). Mulheres quilombolas: territórios de existências negras femininas. Jandaíra, 2020. Olá, leitora! Seja bem-vinda a mais uma leitura quinzenal. Iniciaremos nossa conversa com a seguinte pergunta: Você conhece uma mulher quilombola ou sabe o que isso significa? A obra Mulheres Quilombolas: territórios de existências negras femininas responde: “Ser mulher quilombola é... Continuar Lendo →
O “patrimônio” Sueli Carneiro
Sueli Carneiro. Escritos de uma vida. Editora Jandaíra, 2019. Para iniciar esta resenha, preciso me valer das palavras de Djamila Ribeiro em que ela afirma que Sueli Carneiro é um “patrimônio”. O seu livro Escritos de uma vida – foco deste texto – mostra o brilhantismo da filósofa e ativista ao reunir alguns de seus... Continuar Lendo →
O navio negreiro e o triste canto da Sereia
Teresa Cárdenas. Mãe Sereia. Tradução de Michelle Strzoda; ilustrações de Vanina Starkoff. Pallas Mini, 2018. Mãe Sereia é um livro infantojuvenil da escritora cubana Teresa Cárdenas, publicado em 2018 pela editora Pallas Mini. Cárdenas, que também é contadora de histórias, é autora dos livros Cartas para minha mãe e Cachorro velho, obras laureadas com vários... Continuar Lendo →
“Pois é, Carolina, as misérias dos pobres do mundo inteiro se parecem como irmãs.”
Françoise Ega. Cartas a uma negra. Trad. Vinícius Carneiro e Mathilde Moaty. Todavia, 2021. Françoise Ega é uma mulher negra de origem antilhana que reside em Marselha, na França. Escritora e ativista, a martinicana trabalhou durante anos como faxineira na casa dos europeus bem sucedidos. Em vida, Françoise publicou o livro: Le temps des madras:... Continuar Lendo →
Marcas sonhos e raízes: um protagonista fragmentado
Sônia Fátima da Conceição é um nome da literatura negro-brasileira que demanda ser mais lembrado e estudado. Integrante do grupo Quilombhoje desde os primeiros anos, passou a acolher em sua residência as reuniões do coletivo após o “racha” que ensejou a saída de integrantes como Oswaldo de Camargo, Paulo Colina e Abelardo Rodrigues, a partir... Continuar Lendo →
E a minha cor?
Midria. A menina que nasceu sem cor [para crianças]. Jandaíra, 2020. “Que cor tem uma menina filha de um pai negro como o céu estrelado de uma noite de verão e de uma mãe branca como a lua cheia?Midria não sabia, por isso sempre se sentiu uma menina sem cor. Pesquisando suas origens, porém, ela... Continuar Lendo →
A vida de Clarice
Clarice Fortunato. Da vida nas ruas ao teto dos livros. Pallas, 2020. Da vida nas ruas ao teto dos livros é estreia de Clarice Fortunato como autora de literatura. Narrado em primeira pessoa, o livro resgata várias memórias da autora. Clarice é negra, feminista, escritora, professora e pesquisadora; doutora em literatura pela Universidade Federal de... Continuar Lendo →
De que cor é pele?
Denise Camargo. De cor da pele. Jandaíra, 2019. Durante a infância, fui uma criança intimamente ligada às artes, mais especificamente à pintura. Eu adorava desenhar e colorir animais, casas, paisagens e pessoas, embora esse último elemento fosse um desafio à parte. Na minha lúdica imaginação infantil, as pessoas eram coloridas: brancas, marrons, amarelas, vermelhas, e... Continuar Lendo →
Nada digo de ti, que em ti não veja
Eliana Alves Cruz. Nada digo de ti, que em ti não veja. Pallas, 2020. Como é bom encontrar um livro que nos faz relembrar nosso amor pela literatura e que nos cura da famosa “ressaca literária”! Após um mês muito pesado devido ao trabalho e à faculdade, acho que Nada digo de ti, que em... Continuar Lendo →
A subjetividade de uma unicórnia preta
Audre Lorde. A Unicórnia Preta. Relicário Edições, 2020. No dia 18 de fevereiro, Audre Lorde completaria 87 anos e, a fim de homenageá-la, decidi mergulhar em sua obra. Comecei pelo essencial Irmã Outsider: Ensaios e Conferências; em seguida, fui presenteada com a leitura de seu livro de poemas A Unicórnia Preta, ao qual dedico essa... Continuar Lendo →
