Outra demonstração da visibilidade que Kathleen Cleaver alcançara no Partido Pantera Negra foi sua candidatura à Câmara Municipal, em 1968 – mesma ocasião em que Eldridge Cleaver se candidatara à presidência. Resultado de uma coalizão com o Peace and Freedom Party, a candidatura consistia basicamente em um gesto político contra Willie Brown, negro eleito deputado... Continuar Lendo →
Kathleen Cleaver, Pantera Negra (parte I)
No texto introdutório a Por uma revolução antirracista, antologia de textos publicados no jornal dos Panteras Negras que traduzi e disponibilizei na internet (baixe aqui), afirmo que “se o Partido Pantera Negra nunca superou plenamente as estruturas patriarcais, ao menos foi capaz de facultar às mulheres – mesmo que não em todos os momentos e... Continuar Lendo →
Meu sonho é escrever…. e escreveu, Carolina (parte II)
Carolina Maria de Jesus. Meu sonho é escrever... Seleção, organização e notas de Raffaela Fernandez. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2018. Esta obra tem também um aspecto memorialístico, entretanto, não com a mesma estrutura apresentada em seus diários, visto haver aqui mais espaço para a ficção, ainda que com personagens reais. No conto Minha madrinha,... Continuar Lendo →
Meu sonho é escrever…. e escreveu, Carolina (parte I)
Carolina Maria de Jesus. Meu sonho é escrever... Seleção, organização e notas de Raffaela Fernandez. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2018. Dedico essa resenha à memória de Carolina Maria de Jesus A autora de Quarto de despejo – diário de uma favelada, que vem ganhando cada vez mais espaço no universo literário, nos brinda, por... Continuar Lendo →
A luta pela liberdade no fim é a semente: Lula livre! (Parte II)
Angela Davis. A liberdade é uma luta constante. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2018. A liberdade é uma luta constante, da ativista Angela Davis, retorna à segunda parte deste ensaio como uma obra norteadora, que me inspirou e nos ajudará a pensar a prisão de Lula e sua representação. A prisão é... Continuar Lendo →
Vivências periféricas nas crônicas de Cidinha da Silva
Cidinha da Silva. Cada tridente em seu lugar e outras crônicas. São Paulo: Instituto Kuanza, 2006. Um punhado de adjetivos pode ser usado para caracterizar uma pessoa e, em alguns casos, apenas essas palavras dão conta de qualificar um indivíduo. Se eu fosse caracterizar Cidinha da Silva apenas com alguns adjetivos, diria que ela é... Continuar Lendo →
Camae, uma mulher-anjo preta n’“O topo da Montanha”
Dia 26 de abril de 2018, sim, há apenas alguns dias, eu fui ao teatro pela primeira vez. Não poderia ter assistido peça melhor na minha estreia do que O topo da Montanha, com Taís Araújo e Lázaro Ramos. A princípio, o que tenho a dizer é que foi bastante difícil decidir que roupa usar... Continuar Lendo →
I Encontro LetrasPretas
Nos dias 22, 23 e 24 de maio de 2018 realizamos o primeiro Encontro LetrasPretas, simultaneamente com uma atividade de acolhimento a calouras e calouros, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Temos a convicção de que estes três dias terão uma importância histórica para o corpo estudantil negro do Instituto de Letras da... Continuar Lendo →
Reconstruir o humano
Lílian Paula Serra e Deus. A palavra em preto e branco. Colatina: Clock-t Edições e Artes, 2017. A palavra em preto e branco – título que, por si só, evoca a imagem de um texto, fazendo uma alusão imediata à letra e ao papel, e que também proporciona uma sensação de completude, em que um... Continuar Lendo →
A luta pela liberdade no fim é a semente (Parte I)
Angela Davis. A liberdade é uma luta constante. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2018. Em tempos de aprisionamento às estruturas do sistema capitalista, em que a liberdade parece estar cada vez mais distante, assim como a vontade de lutar, a mais recente obra de Angela Davis chega como um baluarte em solo... Continuar Lendo →
