Laura Santos ocupa um lugar bastante singular na história da literatura brasileira, enquanto voz solitária da poesia negra de autoria feminina na Curitiba dos anos 1950. Nascida em 1919, Laura Santos começou a escrever poesias ainda bastante jovem, alcançando um reconhecimento notável: já em 1938, seu nome surge no primeiro tomo da Antologia Paranaense editada... Continuar Lendo →
Entre a fúria e a loucura
Isabella Trindade Menezes. Entre a fúria e a loucura: análise de duas formas de torcer pelo Botafogo Futebol e Regatas. Rio de Janeiro: Multifoco, 2017. Entre a fúria e a loucura é a versão em livro de uma dissertação de mestrado defendida em 2010, no Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Unirio, por Isabella... Continuar Lendo →
Histórias entrecruzadas, histórias que se repetem: sobre “Becos da memória”, de Conceição Evaristo
Conceição Evaristo. Becos da memória. Belo Horizonte: Mazza, 2006. A narrativa nasceu nos anos 80, mais especificamente entre 1987 e 1988, porém só foi publicada em 2006, quase vinte anos depois – três anos após a publicação do romance Ponciá Vicêncio, escrito posteriormente (publicado em 2003 pela Editora Mazza, de Belo Horizonte). Becos da Memória... Continuar Lendo →
As formas de dizer o zero
Alexandra Vieira de Almeida. A Serenidade do Zero. Guaratinguetá: Penalux, 2017. Moradora do Rio de Janeiro, Alexandra Vieira de Almeida é Doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, poeta, contista, crítica literária, cronista e ensaísta. Atualmente, trabalha como agente de leitura na Secretaria de Estado e Educação, e é membro... Continuar Lendo →
“Lembrar quem fomos”: uma literatura para novos tempos
Eliane Debus. A temática da cultura africana e afro-brasileira na literatura para crianças e jovens. Florianópolis: Núcleo de publicações, Centro de Ciências da Educação, 2017. Encarar a literatura como uma ferramenta que possibilita a problematização e reflexão de práticas antirracistas: isso fez com que Eliane Debus, em A temática da cultura africana e afro-brasileira na... Continuar Lendo →
Tia Carmem: a mulher do fim do mundo
Yara da Silva. Tia Carmem: negra tradição da Praça Onze. Rio de Janeiro: Garamond, 2009. “A mulher do fim do mundo é aquela que tem alma” – assim definiu Elza Soares em uma de suas entrevistas sobre seu mais recente CD. Carmem Teixeira da Conceição, mais conhecida como Tia Carmem do Xibuca, nascida em Amaralina... Continuar Lendo →
Construindo a militância: na periferia e na sala de aula
Escrever este texto foi um grande desafio. Muitas vezes agimos como que mecanicamente e acabamos por não refletir muito sobre o que está por detrás de nossas atitudes, nossas crenças, nossas concepções, nossas escolhas, nossas lutas, nossas apreensões. Crescendo em uma sociedade racista, percebi desde sempre que eu era a outra, a negra. Todo o... Continuar Lendo →
Para Marielle
Hoje, abrimos o LetrasPretas para Marielle Franco, covardemente executada na última quarta-feira, dia 14 de março. Uma das 32 mulheres negras eleitas vereadoras nas capitais brasileiras, Marielle – que se apresentava como "mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré" – apresentou projetos de lei em defesa dos direitos das mulheres, da população negra,... Continuar Lendo →
Os caminhos de Yzalú
Yzalú. Minha Bossa é Treta. 2016. Yzalú lançou seu primeiro álbum, Minha Bossa é Treta, em 2016, no simbólico dia 8 de março; não obstante, ali estava o resultado de uma longa trajetória – que envolveu uma passagem pelo grupo de rap Essência Black, de São Bernardo, e pela árdua rotina de cantar em barzinhos.... Continuar Lendo →
“Heroína crespa”: o lirismo empoderador de Cristiane Sobral
Cristiane Sobral. Não vou mais lavar os pratos. 3ª ed. Brasília: Garcia, 2016. Mestra em Teatro pela UnB, Cristiane Sobral nasceu em Coqueiros, no Rio de Janeiro, e atualmente reside em Brasília. É escritora, atriz, professora e, merecidamente, vencedora do prêmio FAC Culturas Afro-Brasileiras, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, de 2017. Sobral dedicou... Continuar Lendo →
