Conceição Evaristo. Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, 2016. Doutora em literatura comparada pela UFF, Conceição Evaristo é oriunda de uma favela de Belo Horizonte, capital mineira, e é exatamente esse convívio com aquelas e aqueles apenas eventualmente presentes nos livros que a autora recupera em Olhos D’Água, bem como em outras... Continuar Lendo →
Dory, nome de rimadora
Dory de Oliveira. Se perguntarem, diga que eu me chamo Dory de Oliveira. 2017. “Por eu ser mulher, preta, periférica, rapper e lésbica / Eu tive que aprender a ser 5 vezes melhor sempre / Aprender e sobreviver aos arranhões / Com coragem e ousadia / Não tenha vergonha de ser quem você é /... Continuar Lendo →
Chimamanda plantou hibiscos em mim
Chimamanda Ngozi Adichie. Hibisco Roxo. Tradução de Julia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. Hibisco é uma espécie de planta com flor originária da Ásia tropical e do Havaí, todavia seu cultivo se espalhou por muitos lugares – da China até o Pacífico; a América Central, devido ao clima favorável; e o Brasil, onde... Continuar Lendo →
Fazer da vida uma luta
Angela Davis. Mulheres, cultura e política. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2017. “Lifting as we climb” (“Erguendo-nos enquanto subimos”) – lema da Associação Nacional das Agremiações de Mulheres de Cor, no ano 1886 – é a frase repetida por Angela Davis ao longo do primeiro capítulo da obra Mulheres, Cultura e Política,... Continuar Lendo →
Inventando outras maneiras de educar crianças
Chimamanda Ngozi Adichie. Para educar crianças feministas: um manifesto. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. “Seja uma pessoa completa”, “Ensine-lhe sobre a diferença”, “Ensine a ela que ‘papéis de gênero’ são totalmente absurdos” e “Ensine o gosto pelos livros”. Essas sugestões são algumas das oferecidas pela autora Chimamanda Ngozi Adichie no... Continuar Lendo →
Lirismo e libertação
Jenyffer Nascimento. Terra fértil. São Paulo: Edição da autora, 2014. Começo esta resenha com duas citações, colhidas nos textos prefaciais a Terra fértil. A primeira, de Carmen Faustino, apresenta Jenyffer Nascimento como "mulher negra periférica, escritora, mãe, estudante, educadora, boêmia, raiz, ventania e liberdade"; a segunda, de Elizandra Souza, descreve a poesia de Jenyffer como... Continuar Lendo →
Poesia de Silêncios
Eliane Rubim. O não-dito. Porto Alegre: Livraria Palmarinca-EDITORA, 2005. Jornalista, filósofa, cineasta, ativista engajada em movimentos sociais, Eliane Rubim entende a escrita como um instrumento de expressão muito potente. Nascida em Alegrete (RS), em 17 de dezembro de 1984, atualmente faz parte de coletivos libertários e de agitação cultural. Também tem uma larga experiência com... Continuar Lendo →
Plural Elizandra
Elizandra Souza. Águas da cabaça. São Paulo: edição da autora, 2012. Nascida em 1983 na periferia sul de São Paulo, a poetisa e jornalista Elizandra Souza versifica sua relação com o mundo enquanto mulher negra periférica – evidenciando a coexistência, em um mesmo ser, da sutileza de uma mulher que ama, que deseja e sente... Continuar Lendo →
A saga de uma heroína quilombola
Jarid Arraes. As lendas de Dandara. Porto Alegre: Liro Editora Livre, 2015. Recentemente, a escritora e cordelista Jarid Arraes, nascida em Juazeiro do Norte (CE) em 12 de Fevereiro de 1991, lançou o livro As lendas de Dandara, que vem trazer à memória a história da guerreira negra Dandara dos Palmares. Nessa obra, a autora... Continuar Lendo →
