Lubi Prates. um corpo negro. nosotros, 2018. Livro publicado em 2018 pela poeta, editora e tradutora paulistana Lubi Prates, um corpo negro nos faz viajar em uma espécie de máquina temporal que nos joga ao passado, mas que, repentinamente, nos devolve ao presente, como se o eu-lírico, sob a voz de uma mulher negra, caminhasse... Continuar Lendo →
Escrita do corpo
Lubi Prates. um corpo negro. nosotros, 2018. um corpo negro é o terceiro livro de Lubi Prates, também autora de coração na boca (2012) e triz (2016). Contemplado pelo PROAC com bolsa de criação e publicação de poesia, um corpo negro é prefaciado por Lívia Natália, para quem “a autora desloca uma das bases que... Continuar Lendo →
Poética ancestral
Neide Almeida. Nós: 20 poemas e uma oferenda. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2018. Escrito por Neide Almeida e publicado pela Ciclo Contínuo Editorial, o livro Nós: 20 poemas e uma oferenda é um compilado de poesias que trazem como temas norteadores questões referentes à ancestralidade, ao corpo e à negritude. Neide é socióloga, mestra... Continuar Lendo →
Negras Almas
Priscilla Mina (organização). Alma. Rio de Janeiro: Conexão 7, 2018. Coletânea poética organizada por Priscilla Mina, Alma reúne textos de dezoito autoras, todas mulheres negras. Já numa primeira leitura, chama a atenção o modo original como o volume é organizado: os poemas de cada uma das autoras são reunidos em um capítulo próprio, intitulado a... Continuar Lendo →
“A poesia, toda prosa” de Noêmia Duque
Noêmia Duque. Prosapoesia: poemas e canções. Salvador: Cogito, 2017. Residente no Rio de Janeiro há pouco mais de vinte anos, a soteropolitana Noêmia Duque é licenciada em Letras, compositora, cantora, bailarina, cronista e poeta. De todo esse universo de adjetivos que a compõe, o que mais nos interessa hoje é o de poeta. Na orelha... Continuar Lendo →
Dizer(-se) em águas e afetos
Lívia Natália. Dia bonito pra chover. Rio de Janeiro: Malê, 2017. Já em seu poema de abertura, mais precisamente no verso final, Dia bonito pra chover se apresenta como “um livro todo feito de sol” – expressão que explicitamente dialoga com o título da obra. A dimensão essencialmente solar do livro de Lívia Natália,... Continuar Lendo →
“Nas nuvens”, de Miriam Alves: notas para uma análise formal
Um aspecto frequentemente negligenciado – ou, quando menos, subestimado – na literatura de autoria negra como um todo, e nas produções poéticas em particular, são os aspectos formais. Sem desprezar a relevância de análises que enfatizam questões temáticas, importa ressaltar que a sobrevalorização do “conteúdo”, em particular quando isso implica uma desconsideração das particularidades da... Continuar Lendo →
Um buraco de voz e abrigos
Jarid Arraes. Um buraco com o meu nome. São Paulo: Ferina, 2018 Em sua mais recente obra, Um buraco com meu nome, a cordelista Jarid Arraes escreve um compilado de poesias profundamente político, que nos faz refletir sobre diversos assuntos presentes na sociedade contemporânea. O livro foi lançado pelo selo Ferina, criado por Jarid para... Continuar Lendo →
Um lugar para chamar de meu
Jarid Arraes. Um buraco com o meu nome. São Paulo: Ferina, 2018 “Aos que nem sempre encontram matilha”: é com esta dedicatória que somos levadas a um lugar seguro e confortável para penetrar nos versos do primeiro livro de poesia de Jarid Arraes, Um buraco com o meu nome, lançado agora em 2018, mas que... Continuar Lendo →
Escrever para transformar: Sônia Fátima da Conceição diante da “Branca História”
A obra literária de Sônia Fátima da Conceição está ainda longe de receber a atenção que merece. Autora de uma produção consistente – basta acompanhar suas colaborações para os Cadernos Negros, com poemas e contos publicados em mais de dez edições, desde os anos 1970 –, Sônia Fátima fez parte do coletivo Quilombhoje e teve... Continuar Lendo →
