Excedendo e resistindo (a)o “fluxionismo” do cotidiano

  Nina Rizzi. Geografia dos Ossos. Lisboa: Douda Correria, 2016. Nina Rizzi é escritora, pesquisadora, tradutora e poeta. Entre as suas diversas obras publicadas estão Tambores Pra N’zinga (poesia, Editora Multifoco, 2012); Caderno-Goiabada (prosa ensaística, Edições Ellenismos, 2013); Susana Thénon: Habitante do Nada (tradução, Edições Ellenismos, 2013); A Duração do Deserto (poesia, Ed. Patuá, 2014);... Continuar Lendo →

Romper o silêncio

Djamila Ribeiro. O que é lugar de fala? Belo Horizonte (MG): Letramento: Justificando, 2017. “[...] Ou seja, o lixo vai falar e numa boa”: é com esta citação da antropóloga mineira Lélia Gonzalez que Djamila Ribeiro inicia e encerra seu livro mais recente, O que é lugar de fala? – nos deixando engasgadas, já nas... Continuar Lendo →

Poesia sem amarras

Ryane Leão. Tudo nela brilha e queima. São Paulo: Planeta do Brasil, 2017 Mulher, preta, poetisa e professora, Ryane Leão nasceu em Cuiabá, mas vive em São Paulo, e publica suas poesias nas redes sociais há 10 anos, onde possui um perfil chamado Onde jazz meu coração. Integra um projeto para colar lambe-lambes feministas pelas... Continuar Lendo →

Olhar através da vivência periférica

Conceição Evaristo. Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, 2016. Doutora em literatura comparada pela UFF, Conceição Evaristo é oriunda de uma favela de Belo Horizonte, capital mineira, e é exatamente esse convívio com aquelas e aqueles apenas eventualmente presentes nos livros que a autora recupera em Olhos D’Água, bem como em outras... Continuar Lendo →

Dory, nome de rimadora

Dory de Oliveira. Se perguntarem, diga que eu me chamo Dory de Oliveira. 2017. “Por eu ser mulher, preta, periférica, rapper e lésbica / Eu tive que aprender a ser 5 vezes melhor sempre / Aprender e sobreviver aos arranhões / Com coragem e ousadia / Não tenha vergonha de ser quem você é /... Continuar Lendo →

Inventando outras maneiras de educar crianças

Chimamanda Ngozi Adichie. Para educar crianças feministas: um manifesto. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. “Seja uma pessoa completa”, “Ensine-lhe sobre a diferença”, “Ensine a ela que ‘papéis de gênero’ são totalmente absurdos” e “Ensine o gosto pelos livros”. Essas sugestões são algumas das oferecidas pela autora Chimamanda Ngozi Adichie no... Continuar Lendo →

Lirismo e libertação

Jenyffer Nascimento. Terra fértil. São Paulo: Edição da autora, 2014. Começo esta resenha com duas citações, colhidas nos textos prefaciais a Terra fértil. A primeira, de Carmen Faustino, apresenta Jenyffer Nascimento como "mulher negra periférica, escritora, mãe, estudante, educadora, boêmia, raiz, ventania e liberdade"; a segunda, de Elizandra Souza, descreve a poesia de Jenyffer como... Continuar Lendo →

Poesia de Silêncios

Eliane Rubim. O não-dito. Porto Alegre: Livraria Palmarinca-EDITORA, 2005. Jornalista, filósofa, cineasta, ativista engajada em movimentos sociais, Eliane Rubim entende a escrita como um instrumento de expressão muito potente. Nascida em Alegrete (RS), em 17 de dezembro de 1984, atualmente faz parte de coletivos libertários e de agitação cultural. Também tem uma larga experiência com... Continuar Lendo →

Plural Elizandra

Elizandra Souza. Águas da cabaça. São Paulo: edição da autora, 2012. Nascida em 1983 na periferia sul de São Paulo, a poetisa e jornalista Elizandra Souza versifica sua relação com o mundo enquanto mulher negra periférica – evidenciando a coexistência, em um mesmo ser, da sutileza de uma mulher que ama, que deseja e sente... Continuar Lendo →

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